Uma gravadora que prega La Paz

Uma gravadora que prega La Paz

Desde sua origem o HipHop sempre utilizou de coletâneas para divulgar não só o trabalho dos grupos de rap e mc`s, mas também para propagar a própria cultura. Tanto que o primeiro Lp de rap nacional é um coletânea, chamada HipHop Cultura de Rua, lançada no ano de 1989. Recentemente o selo curitibano Lapaz Records, o pioneiro em Curitiba, lançou mais uma de suas coletâneas, a Som de CTBA Volume 4.

O novo álbum conta com 18 faixas de grupos e mc`s da capital paranaense, todo produzido na casa de Edison da Silva Júnior, mais conhecido como Eibe, proprietário e idealizador do projeto. Desde 2001 Eibe trabalha com esse formato, ajudando a divulgar para os curitibanos o trabalho de alguns mc`s, beatmakers e grupos de rap que atuam na cidade. “Essa sempre foi a minha principal intenção, dar espaço aos novos talentos e mostrar para os curitibanos o som de CTBA, por isso o nome da coletânea”.

Para a produção desse novo trabalho Eibe chamou amigos que estavam gravando no  seu estudio e alguns e mc`s ja conhecidos na cidade como : Cabes, Cilho, Rapetti, Magú e os grupo  Sinal Vermelho e Lado Trilho. Para participar da coletânea foi cobrado uma taxa de 25 reais, que ajudou a financiar os custos das gravações. Cada participante pode levar para casa 10 cópias da coletânea. O resultado do trabalho surpreende e os instrumentais são de alto nivel, vale a pena conferir.

Esse novo trabalho dá continuidade ao projeto que teve sua origem no ano de 2001, quando  Eibe resolveu chamar alguns amigos e grupos de rap para gravar suas faixas. “Me lembro que a gente foi o primeiro selo de rap em Curitiba a abrir espaço para o pessoal gravar, isso por volta de 1999”. A iniciativa deu certo e logo os curitibanos ficaram sabendo do que andava rolando no cenário de HipHop local.

A coletânea se tornou noticia nos principais veículos de comunicação da época, ”Foi muito boa a repercussão da nossa primeira mixtape. Eu me lembro que alguns grupos levaram o CD para a Gazeta do Povo, que publicou uma matéria com um mapa identificando os bairro de onde vinham esses grupos. Me lembro também que algumas faixas foram exibidas no programa de Rap da 91 Rock. Nesse dia até minha mãe ficou emocionada de ver o meu trabalho sendo exibido para todos os curitibanos”.

Todo esse burburinho ajudou Eibe a levar ainda mais a sério seu trabalho como produtor. “Eu sempre busquei fazer o trabalho com muita qualidade, sempre presei por isso. Acho que a questão de ser bem feito traz uma maior reconhecimento para o mc, o produtor e o beatmaker”. Aliás, Eibe foi um dos que plantou a semente que faz de Curitiba hoje a capital dos beats. “Eu comecei a trabalhar com produção depois de ter participado de uma apresentação onde 12 de 14 grupos cataram utilizando o mesmo instrumental, ai pra mim foi a gota d`agua. Eu percebi uma necessidade que existia na época e resolvi correr atrás para supri-la. Nunca imaginei que Curitiba se tornaria a capital dos Beats. Pra mim isso é um orgulho”.

Hoje Eibe colhe os frutos do seu passado dedicado ao RAP. “Eu sou professor de educação física e esses dias fui dar aula com a camiseta da Lapaz, um aluno  disse que conhecia o selo e que curtia os raps curitibanos. Foi aí que eu vi que meu trabalho não foi em vão”. Para o futuro Eibe pretende continuar a produzir e trabalhar com música. ”O rap mudou a minha vida, hoje eu vejo as coisas por um lado mais humano graças a esse envolvimento que tive com essa cultura. Conheci muita gente e tudo isso ajudou na formação de quem eu sou, por isso pretendo continuar a produzir e dar sequência ao meu trabalho”.
 

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