Uma Alemanha escondida dentro do Brasil

Uma Alemanha escondida dentro do Brasil

Dois países que se cruzam num lugar onde a vida não tem pressa… No sul do Brasil, a Alemanha conquistou um espaço que abriga gente simples, descendente de imigrantes europeus, dona de uma cultura de dois séculos passados. É o povoado de Walachai (pronuncia-se “valarrai”), cuja tradução é “lugar distante de tudo”.

Para descortinar essa terra singular, a cineasta Rejane Zilles realizou em 2009 o documentário de mesmo nome, que está em cartaz na Cinemateca de Curitiba, numa parceria com o Instituto Goethe, dentro da programação do “Ano da Alemanha no Brasil”. O filme permanece em exibição até o dia 23 de maio, com apresentações às 18h e 20h.

Não se pense em visualizar um simples relato sobre um reduto alemão, localizado a apenas 100 quilômetros de Porto Alegre, mas que vive longe da Internet e de qualquer modernidade. Rejane Zilles, atualmente radicada no Rio de Janeiro, nasceu e viveu sua infância em Walachai. Ela conduz o espectador por sua terra natal e por outras comunidades rurais de origem alemã, como Jammerthal, Batatenthal, Padre Eterno e Frankenthal, locais com uma cultura própria, preservando até hoje uma paisagem, uma arquitetura e um idioma que lentamente começam a ser modificados pelas novas gerações de descendentes.

Os moradores de Walachai, cujo sustento vem da lavoura, falam uma espécie de alemão arcaico, da região de Hunsrück, com várias expressões que não mais existem na língua alemã atual. Muitos de seus habitantes nunca aprenderam a falar português e, no entanto, nada sabem de sua Alemanha de origem. Um sentimento, porém, é a marca das comunidades: todas se sentem brasileiras e se identificam como tal.

Com o passar de mais alguns anos, esse modo de vida se transformará e essa memória tenderá a ser esquecida. Mas neste momento tudo está vivo, com seus personagens transitando pelas ruas, relatando seus feitos e sua estranheza em relação aos avanços do mundo moderno.

Serviço

Walachai (Documentário, 84 min, 2009), da diretora Rejane Zilles
De 17 a 23 de maio de 2013, sessões às 18h e 20h
Classificação Livre
R$ 5, R$ 2,50 (meia-entrada) e R$ 1 (aos domingos)
 
 
Fonte: Fundação Cultural de Curitiba 

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