O cotidiano revisitado na comédia "Ninguém Falou que Seria Fácil”

O cotidiano revisitado na comédia "Ninguém Falou que Seria Fácil”

Próximo final de semana tem comédia na Caixa Cultural, com a peça “Ninguém Falou que Seria Fácil. O texto de Felipe Rocha, dirigido por Alex Cassal, recebeu os prêmios Shell, APTR e Questão de Crítica em 2011 como melhor texto dramatúrgico. A peça apresenta uma série de episódios cotidianos em situações inusitadas, misturando a linguagem dos filmes franceses dos anos 70, dança contemporânea, dramas familiares, exercícios metalinguísticos e fábulas para crianças.

O espetáculo é, ao mesmo tempo, ácido e afetuoso. Felipe Rocha, também ator, Renato Linhares e Stella Rabello trazem as relações familiares para o centro da arena. Os episódios iniciam com a discussão de um casal em um vertiginoso jogo de troca de papéis: um homem se torna pai, mas não quer deixar o colo da mãe; uma filha argumenta racionalmente sobre as razões para não largar a chupeta; irmãos disputam comida, espaço e carinho. “O fato de eu escrever esse texto agora se comunica com a experiência da paternidade, esse momento em que a gente vira pai e continua sendo filho, aonde a gente revive muito da nossa infância a partir do ponto de vista oposto ao que a gente tinha quando era apenas o filho”, conta o Felipe Rocha.

A narrativa de “Ninguém Falou que Seria Fácil” passeia entre o humor, a ironia, os jogos de linguagem e as brincadeiras anárquicas de desconstrução e reconstrução das convenções teatrais. Um humor situado entre os Trapalhões e o grupo Monty Phyton; referências a um pop nostálgico, que vai de Jean-Paul Belmondo a filmes B de ficção científica, tudo marcado por um desejo de liberdade narrativa.

Os criadores Alex Cassal, Felipe Rocha, Stella Rabello e Renato Linhares vêm trabalhando juntos em uma série de espetáculos de teatro e dança de diretores como Cristina Moura, Dani Lima, Christiane Jatahy e Enrique Diaz. “Tanto Felipe quanto eu, passamos por áreas diversas, como o teatro, a dança, o circo. Nós temos em comum a vontade de trafegar por linguagens diferentes, vontade de pensar o que é a estrutura cênica, como podemos entrar e sair das regras estabelecidas de personagem, de unidade de tempo e espaço, de relação com o espectador, o quanto o espectador tem que acreditar no que vê”, pontua Alex Cassal. A exploração de novas formas de estar em cena, mais a cumplicidade fluida deste trio de atores, resulta em um espetáculo vigoroso, de humor perturbador e energia contagiante.

Felipe Rocha (co-diretor, autor e ator)

Nascido em Paris em 1972, faz teatro desde 1986 e formou-se em Artes Cênicas pela UniRio. Trabalhou como ator com a Intrépida Trupe e com os diretores Amir Haddad, Aderbal Freire-Filho, Antonio Abujamra, Christiane Jatahy, Domingos Oliveira, João Falcão e Moacir Chaves, entre outros. Com o diretor Enrique Diaz, montou as peças “Gaivota”, “Ensaio.Hamlet”, “Notícias Cariocas”, “Não Olhe Agora” e “Otro”, apresentando-se em festivais na França, Rússia, EUA, Argentina, Canadá, Espanha, Portugal, Bélgica e Japão. É membro do Coletivo Improviso, dirigido por Enrique Diaz. Em 2008, escreveu e co-dirigiu o monólogo “Ele precisa começar”, com o qual vem se apresentando em inúmeras cidades brasileiras. Em 2009, participou do Projeto Estúdios, em Lisboa, ao lado do artista português Tiago Rodrigues.

Alex Cassal (diretor)

Nascido em Porto Alegre, Cassal trabalhou nos anos 80 e 90 com grupos gaúchos como Ói Nóis Aqui Traveiz e Alcatéia. No Rio de Janeiro desde 1996, trabalha com artistas da cena contemporânea carioca como Dani Lima, Enrique Diaz, Alice Ripoll e Gustavo Ciríaco. Dirigiu, com Felipe Rocha, o espetáculo “Ele precisa começar”, há dois anos circulando por inúmeras cidades brasileiras e “Ninguém falou que seria fácil”.

Serviço

Ninguém Falou que Seria Fácil
De 08 a 10/06, sexta-feira e sábado às 20h e domingo às 19h
R$ 10 e R$ 5 (meia)
Caixa Cultural
Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro
(41) 2118-5111

Fonte: Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Curitiba

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