Explorando emoções e interatividade com a plateia

 Explorando emoções e interatividade com a plateia

Com apenas dois personagens, um idoso em idade avançada e seu enfermeiro, e as sugestões de acontecimentos vindas da plateia, é que o ator, diretor e improvisador Marccão Freire, dá o tom do espetáculo No Fio da Meada – Memórias Inéditas de Uma Vida Improvisada, ao lado do colega de cena, o ator Ed Canedo. Concebida em formato inédito para o público paranaense, o enredo objetiva trabalhar as emoções dos personagens por meio das informações passadas pelo público minutos antes do início do espetáculo.

Diferentemente do que a maioria das pessoas pensa a respeito do teatro de improviso, mais conhecido pelo formato de jogos em que a comédia deve prevalecer, Marccão Freire demonstra que é possível improvisar focando nos demais gêneros teatrais existentes. No Fio da Meada acontece por meio da conversa entre os dois (e únicos) personagens, partindo da vontade do enfermeiro de encorajar o idoso a contar suas histórias de vida, sejam elas boas ou más, por meio de anotações de algumas palavras soltas que este escreve numa espécie de diário de memórias. O desenrolar dos acontecimentos, improvisados pelos atores, é delineado pelo público, cujos temas vão construindo a peça. 

Para chegar a este resultado, o diretor explora um estilo de improvisação conhecido como long form. Trata-se de um formato mais teatral em que as cenas são mais longas do que as encenadas na improvisação tradicional e as características dos personagens mais exploradas. Freire conta que descobriu o estilo ao participar de uma oficina ministrada pelo improvisador argentino, Ricardo Behrens, há dois anos. “Percebi que era possível criar uma história com enredo totalmente improvisado a partir de técnicas de improvisação específicas”, explica, frisando que o objetivo são as cenas de longa duração.

Para “amarrar” todo o espetáculo sem que ele perca a qualidade, conta com a colaboração do roteirista Glauber Gorski, que ajudou na criação de um roteiro no qual atores pudessem se guiar. “Através dele sabemos que a apresentação dos personagens começará fria e rasa, pois ainda não sabemos nada deles, até que surgem algumas memórias que precisarão ser relembradas para que o público consiga montar o mosaico de lembranças do personagem principal”, detalha. Ao final, a peça apresenta uma linha lógica dos acontecimentos da vida do protagonista. “Chega então o momento que todos, de fato, conhecerão a pessoa e saberão se a vida que ela teve foi boa, má, sofrida, alegre ou o misto de tudo isso”, acrescenta.

Freire admite ter tido certo receio ao idealizar a peça. “Eu temia o fato de carregar o fardo de ser o responsável por criar, ao vivo, diferentes histórias que fossem interessantes a cada espetáculo”, conta. Porém, com treinos diários de cerca de quatro horas, ele e Ed Canedo concluíram que ao dividir a responsabilidade durante os aproximadamente 60 minutos de espetáculo, a peça não só era possível como tinha tudo para ser um sucesso. Segundo o ator, o que facilita muito é o fato de tudo o que é criado em cena ser verdadeiro. “Quando se consegue alcançar o objetivo de viver um personagem dentro de uma improvisação não há erros, só acertos. Nossa vida já é uma constante improvisação, então, se conseguirmos trazer vida para dentro do espetáculo já estamos alcançando o nosso objetivo: o de criar algo pulsante dentro do palco”, finaliza.

Serviço

No Fio da Meada – Memórias inéditas de uma vida improvisada
Dias 22 e 29/06, sexta-feira às 21h
R$ 30 e R$ 15 (meia)
Teatro Lala Schneider
Rua 13 Maio, 629 - São Francisco
(41) 3232-4499

Fonte: Savannah Ações Em Comunicação

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