Batalha da Cultura no museu

Batalha da Cultura no museu

Primeiro domingo do mês de junho, e diferente do que o tempo promete para o primeiro domingo de julho em Curitiba, o céu brilhava num azul de meio olho. Fazia frio, mas ainda assim o tempo convidava para o sentar em algum gramado e, como dizem, lagartear. Cheguei no Museu Oscar Niemeyer e mal havia lugar para andar. Como era muito tarde para querer ver alguma exposição, fui procurar alguém conhecido no gramado e vejo um aglomero de pessoas.

Não era briga, pois ninguém gritava. Apenas alguns berros vez ou outra. Pensei em algum tipo de apresentação. Fui chegando perto e perguntei. "Cara, tá rolando batalha de MC's. É loco, os caras batalham com rimas. chega mais perto ali."

Quatro estacas de um metro e meio dispostas em uma área retangular de 3 por 2 metros e uma fita amarela e preta de contenção fechando o "ringue". Uma faixa pendurada em um dos lados escrita "Batalha da Cultura". O vencedor do dia foi o Johw. Engraçado que alguns meses antes havia presenciado um encontro de dois dias sobre poesia, no Colégio Estadual do Paraná, com diversos músicos e poetas de Curitiba. Johw foi o único aluno que recitou uma poesia própria para a platéia, bastante aplaudido. Não lembro o assunto, mas lembro que gostei.

A Batalha da Cultura foi idéia do Hiago, outro MC que organiza a noite La Batalha no bar El Mago. Ele deu os quatro livros para o prêmio da primeira edição. No MON quem cuida do ringue é MC Caixa e o MC Mafia. Terminado o duelo no gramado, chamei de canto o MC Mafia e perguntei o que estava acontecendo...

 

Batalha da Cultura by CuritibaCultura

 

Na última quinta-feira encontrei com o MC Hiago no MON, responsável pelo La Batalha. Junto com ele, diretamente de Apucarana, Buiu BeatBox. Carlos Lima Santos, o Buiu, conheceu Hiago via internet, procurando sobre batalhas de BeatBox em Curitiba. Amigos indicaram a capital para que ele pudesse mostrar o talento no BeatBox e ele não pensou duas vezes.

Buiu disse que com 10 anos ficava trancado no quarto ouvindo rádio e memorizando. Sonhava em um dia ser um rádio. Mas como ainda não chegamos ao ponto da tecnologia possibilitar ciborgues, ele acabou alimentando o sonho imitando o som de batidas das músicas de hip hop. Agora ele que ser reconhecido nacionalmente e vê-se pela segurança que ele só tem uma convicção: ser o melhor BeatBox do Brasil e representar o país em competições no exterior. Para quem quiser ver, no próximo La Batalha ele será um dos presentes...

 

 

La Batalha by CuritibaCultura

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Restaurante Alberto Massuda

Alberto Massuda Nascido no Cairo, Egito, em 1925, Alberto Massuda veio com 33 anos para o Brasil e fixou residência em Curitiba. Em 1958 naturalizou-se brasileiro. Antes de sua chegada, cursou Belas Artes no Egito e...
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