A Casa esta de portas abertas

A Casa esta de portas abertas

A partir de um encontro de ideologias em um mesmo evento, surgiu a necessidade de um espaço. Este foi o princípio daquilo que hoje é a Casa Selvática, espaço inaugurado recentemente no bairro Rebouças. Primeiramente a vontade era de convergir o pensamento artístico de alguns alunos da Faculdade de Artes do Paraná - FAP.

Gabriel Machado, um dos idealizadores da Casa, relata que A Mostra Imarginal, evento que aconteceu até 2009 em paralelo à Mostra de Teatro da FAP, foi onde tudo começou. “A Mostra Imarginal foi o primeiro ponto de encontro e discussão sobre o que cada um estava fazendo, pensando sobre arte e sobre o momento, de condição política, já que a mostra surgiu também como um movimento de resistência frente a algumas coisas que eram da instituição, como a Mostra de Teatro da FAP, que tinha uma banca e só alguns projetos era aprovados. Na Mostra Imarginal todo projeto inscrito passava e era apresentado, com cenas curtas, de quinze minutos, para dar conta de todos que se inscreveram.”

No ano seguinte Gabriel, junto com Daiane Rafaela e Ricardo Nolasco, fundaram a Selvática Ações Artísticas para dar conta dos projetos que todos tinham. Desde então, os sócios sentiam a necessidade de um espaço próprio e contaram com a ajuda de mais de vinte artistas para concretizar a ideia, a Casa Selvática.

“A empresa foi pensada como um lugar de parceria com esses grupos. É uma produtora cultural, que já tinha esses parceiros há algum tempo, pessoas que trabalhavam juntas, mas também era uma possibilidade de abertura. A empresa abriu ano passado (2011) e a Casa Selvática já era uma ideia de dentro da empresa. Um espaço que essa empresa pudesse estar e estabelecer parcerias trazendo pessoas de fora também.”, comenta Gabriel.

          Clarissa e Daiane no interir da Casa - Foto: Marcelo Leite.

 

Apesar das propostas terem em sua maioria algo de cênico, aproximando a Selvática do teatro, os artistas que se associaram a esta ideia são de diferentes vertentes. Gabriel explica que “a maioria é de teatro ou se formou em artes cênicas na FAP. Mas tem muita gente de artes plásticas também, de dança, de cinema. Eu acho que o mais legal são as várias linguagens trabalhando juntas em um espaço. É uma mistura de tudo.”

Na inauguração da Casa, em março deste ano, um almoço especial, com performances servindo o público e festa após a ciesta. Só pagava quem fosse para comer, a festa teve entrada liberada. O segundo evento foi no Festival de Curitiba, a festa Revolta dos Trópicos, que marcou o encerramento da mostra do Coletivo de Pequenos Conteúdos, do qual a Selvática Produções participa com os artistas que produz.

A intenção é que a Casa tenha uma programação intensa, sempre com apresentações, grupos ensaiando, artistas produzindo. Uma alternativa aos espaços institucionais e a dependência do circuito tradicional da cidade, segundo os integrantes ainda muito dependente de editais. Daiane explica que eles estão “organizando uma programação para que a Casa nunca pare. Pensar como convidar o público que desacostumou a manter a arte, em pagar o convite, a repensar como a gente pode simplesmente não depender de edital, como é vantagem.”

Os integrantes avisam que as portas estão abertas e que esperam outras pessoas interessadas em participar. “A ideia é que venham mais artistas, que estejam interessados em parcerias e que tenham um espaço para que eles possam criar e se movimentar. Nós já temos um grupo de artistas iniciais, aproximadamente vinte, mas a gente está aberto a todas possibilidades.”, reforça Gabriel.

As festas que acontecem no espaço são para marter a Casa e apresentar o trabalhos dos grupos que participam. Para os que ficaram curiosos, este final de semana acontece “"O Banquete" - Sarau Dionisíaco do Coletivo Maio”. (clique aqui e saiba mais sobre a festa e como chegar na Casa Selvátiva)

Clarissa Oliveira, uma das artistas que participa na organização e produção da Casa, colocou que para a “manutenção da casa, além dos eventos propostos, comentamos com os outros artistas, que se o dinheiro não der vamos vender bolo, fazer festa. Todos eles foram muitos solícitos e estão dispostos a trabalhar por todos os meios, porque acreditam na ideia, na proposta da Casa.”

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