Centro Juvenil de Artes Plásticas - CJAP

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Rua Mateus Leme, 56 São Francisco

A história da criação do Centro Juvenil de Artes Plásticas - CJAP está ligado ao idealismo do entusiasta, educador e artista Guido Viaro que, graças aos esforços em possibilitar à criança a oportunidade de pintar, é que se atribui não só o surgimento deste Centro de Artes, mas o início da trajetória da arte-educação no Paraná e no Brasil, precedendo às Escolinhas de Arte.

O mestre e o artista Viaro tinha por meta estimular a criança a gostar da Arte através do “Fazer a Arte”, e assim despertar a criatividade, com perspectiva de contribuir para o desenvolvimento e formação do caráter humano.

Ele desejava que a Arte fosse não só privilégio de alguns, mas de crianças de  toda a comunidade, inclusive àquelas  de escolas públicas. Mestre Viaro afirmava:

“Nas escolas de bairro encontrei crianças com grande sensibilidade que expressavam com total pureza e espontaneidade seu mundo interior. E à criança se deve prestar o maior respeito. Já se foi o tempo que os adultos a oprimiam”. ( Viaro, 1996 ).

Em 1953, como parte das comemorações do centenário da Emancipação Política do Paraná, o professor Guido Viaro, juntamente com outros professores e pedagogos, e entre eles a professora Eny Caldeira, organizaram uma exposição com cerca de 1000 trabalhos de arte infantil selecionados de um total de 13.000 outros trabalhos elaborados por crianças entre 6 e 14 anos, de diversas escolas públicas do Estado.

Foi evidente o sucesso desta mostra de Arte infantil levando a influenciar no decorrer do tempo algumas decisões e definições quanto à Antiga Escola de Arte de Viaro, vindo a denominar-se pouco depois CENTRO JUVENIL DE ARTES PLÁSTICAS ligado ao Departamento de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura do Paraná, de acordo com Decreto 9628 publicado no Diário Oficial de 16 de junho de 1953.

Viaro visava proporcionar à criança a oportunidade de pintar, mas sem preocupação com a nota, pintando pelo prazer de estar em confidência com ela mesma.

Entre as crianças, a preocupação nunca foi procurar desenhistas ou artistas, mas, despertar e formar pessoas de sensibilidade apurada, capazes de perceber a beleza da forma, da cor e a proporção e equilíbrio da composição, desenvolvendo as faculdades visuais e motora, o gosto artístico e estimulando-a ao aperfeiçoamento de seu trabalho criativo.

Inicialmente, o Centro Juvenil de Artes Plásticas oferecia cursos de pintura e cerâmica. Com o passar dos anos, novas técnicas e conhecimentos foram  incorporados aos iniciais, como xilogravura, desenho, pirogravura, teatro, gravura, tecelagem, Folclore ‘Boi de Mamão”.

Em 1956, o Decreto 6.177 vem oficializar o Centro Juvenil de Artes Plásticas que funcionava em condições experimentais no sótão da Escola de Música e Belas Artes e no subsolo da Biblioteca Pública do Paraná, aí ficando até 1989 quando passa para sua sede própria na Rua Mateus Leme, nº 56 em Curitiba - Paraná, cujo prédio definitivo foi reconstruído e inaugurado em 30 de junho de 2006.

Considerava-se de fundamental importância o CJAP porque supria um espaço cultural educativo, no qual a população infantil encontrava, na educação através da arte, a liberdade de criação. O Centro Juvenil de Artes Plástica passou a ser então, um atelier livre e um laboratório em que a criança podia desenvolver sua criatividade. Já modificadas as primeiras finalidades, o aluno desta época era um freqüentador que participava de diversas oficinas.

Paralelo a isso, acontecia a interiorização da Secretaria do Estado e da Cultura e todos os setores deveriam apresentar projetos que levassem suas atividades ao interior do Estado.

Lançou-se então uma proposta de criação de novos Centros Juvenis de Artes Plásticas no interior, que funcionariam nos moldes do CJAP da capital, cabendo a cada município a responsabilidade de funcionamento do seu Centro de Artes, os quais deveriam enviar relatórios mensais de suas atividades à direção, na capital.

Atualmente, eles  já encerraram suas atividades.

Com o advento dos anos noventa, uma percepção inovadora de Educação instaurou uma consciência mais clara sobre os fatos vividos e que fez desenvolver  e assumir uma postura mais crítica cujos reflexos vêm contribuindo para a transformação da prática social.

Isto veio desencadear mudanças nas formas de pensamento, fazendo-se necessário “repensar e complementar” o ensino da arte.

Hoje, vemos um mundo globalizado e informatizado caracterizado por sucessivas e rápidas mudanças, aquisições e desafios que meandram os mais diversos setores da sociedade, tendo como a  exigência constante de adaptação e atualização nas diferentes áreas.

Ligado e estes fatos o CJAP entende ser necessário manter uma linha integrada ao homem – sociedade, conservando entre seus referenciais o de permitir ao aluno desenvolver o “eu pessoal” no “eu social” através do exercício da linguagem artística.

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