Uma sessão histórica de cinema paranaense

Uma sessão histórica de cinema paranaense

“É porque a nova safra de filmes superoito paranaenses são realmente muito bons. E alguns até obras-primas, colocando-se o que de melhor se faz de cinema hoje no Brasil. Nem os filmes 35mm, nem os em 16 no Brasil ultimamente são tão criativos, inteligentes, expressivos como o atual superoito paranaense.”

Revista Panorama - nº 275 - janeiro de 1980

Sessão histórica na última quinta feira, noite de abertura do Festival Internacional de Cinema Super 8 de Curitiba - Curta 8. O Teatro da Caixa quase lotado e na bitola, após 31 anos, os curtas metragens do Grupo Experimental de Cinema Primeiro Plano: Fernando Severo, Peter Lorenzo, Rui Vezzaro e João Krefer. Eles estiveram entre os principais responsáveis pela credibilidade do cinema paranaense na época.

A primeira sessão com os curtas HU, Vitrines, Aluminosa Espera do Apocalipse e Escura Maravilha foi realizada em 30 de novembro de 1979. No dia 29 de setembro de 2011 os diretores falaram sobre a importância nacional do cinema paranaense na segunda metade da década de 70, isto em boa parte pela atuação do Primeiro Plano, que organizou um circuito de cine clubes, editou uma revista de cinema (Tela), promoveu debates, festivais, mostras. Tudo isso na época da ditadura, driblando a repressão. Chegaram a receber filmes direto das distribuidoras, tamanha foi a repercussão do trabalho.

Enfatizaram muito Valêncio Xavier, na época responsável pela Cinemateca de Curitiba, pelo trabalho de incentivar o cinema e sempre buscar mostrar o melhor da produção nacional e internacional da época, além de trazer profissionais brasileiros e estrangeiros importantes na produção cinematográfica. Fernando Severo enfatizou que como na época não havia incentivo quase nenhum para cinema em Curitiba, o superoito era a forma perfeita, pelo baixo custo e facilidade em manusear. Entre 1975 e 80 foram realizados todos os anos o Festival de Super 8 na capital. Mas como a bitola caiu em desuso, a produção minguou, até que a era digital desse oportunidade ao talento novamente.

Fernando Severo ressaltou a importância da exibição dos filmes no momento atual, no qual o Festival Internacional de Cinema Super 8 chega em sua 7ª edição e a produção cinematográfica na cidade talvez nunca tenha experimentado fase melhor. Se você acha que talvez isso seja um exagero é porque não acompanha o cinema local. Principalmente a produção de curtas metragens. Só para dar um exemplo (e acredite que é pequeno se for considerar todos os filmes ganhadores de prêmios e selecionados para festival e mostras só em 2011), em abril na Cinemateca aconteceu a Mostra Tiradentes Paraná, com seis curtas paranaenses premiados em um dos principais festivais de cinema independente no país. Alguns deles já haviam ganho outros prêmios e ainda continuam representando o Estado nos festivais.

O melhor é prestar atenção na programação de cinema na cidade, de preferência a Cinemateca, que concentra o lançamento da maioria dos filmes locais. Afinal, não dá para saber se terá que esperar mais 31 anos pela próxima chance. Para reforçar, segue o serviço do documentário Cinematoso, que conta a história de Cyro Matoso, figura histórica no cinema paranaense, se não brasileiro.

Rede CineSesc do Paraná exibe Cinematoso
Documentário sobre o cineasta Cyro Matoso, de Paranaguá, entra no circuito CineSesc, com sessões gratuitas.
Com direção de Bruno de Oliveira, produção de Processo MultiArtes e co-produção de Grafo Av

Data: 05/10, quarta-feira, às 19h30
Local: Paço da Liberdade SESC Paraná (Praça Generoso Marques, 189 - Centro)
Fone: (41) 3234-4200.

Não sabe onde ir hoje?

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Curitiba , PR

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