Poesia em cartaz

Poesia em cartaz

"Nas últimas duas décadas Piotr Kunce é, sem dúvida, uma das principais estrelas do cartaz polaco.", nas palavras de Iven Fontoura, designer, professor universitário e presidente da Associação Brasileira de Críticos de Design.

"É possível medir o nível de esclarecimento de uma determinada sociedade pelo uso que está faz do cartaz." Essa foi uma das últimas frases ditas por Piotr Kunce ontem na palestra de abertura da exposição "Piotr Kunce: 84 cartazes". Somando as duas frases, ditas na mesma noite, podemos concluir que Piotr seja uma das pessoas mais esclarecidas da Cracóvia.

Exagerado? Talvez. Acho que já ouvi algo parecido referente à poesia e consigo traçar um pensamento para esta afirmação que a justifica. Tanto poesia (não todos os tipos de poesia, mas as realmente boas, na minha opinião) quanto o cartaz são formas de síntese da linguagem. Nas palavras de Kunce, é a metáfora a maneira que melhor serve para a comunicação visual (talvez para qualquer tipo de comunicação, já que é usada desde tempos imemoráveis). Por meio dela é possível estabelecer associações inesperadas de imagens e palavras para a transmissão de uma mensagem, resultando em algo único.

Este caráter único é o que dará maior validade ao cartaz, além da ideia base, a parte mais importante na criação. Toda essa teoria se resume em primeiro lugar no impacto que o cartaz pode causar. Se o cartaz não chama atenção, todo o trabalho foi perdido. Parado frente ao cartaz e cumprida esta primeira etapa, é preciso estabelecer a ligação entre os elementos e o contexto ao qual está direcionada a mensagem no cartaz. Parti-se disso para entender o que é necessário. Tanto melhor o trabalho quanto maior a habilidade do designer/artista em sintetizar a ideia na imagem.

Conclui-se que cartazes são para pessoas inteligentes. Kunce frisou isso não por presunção ou para puxar a sardinha para o lado dele. Não é necessário. Bastou sairmos do Auditório do Museu Oscar Niemeyer para visitar a exposição e tudo ficar nítido. Os trabalhos dispostos lado-a-lado vão muito além de confirmar toda a superficialidade de aspectos teóricos de uma palestra mínima. São poesias em imagens. Ideias tão tocantes quanto um beliscão no braço para acordar. Te chamam à realidade do exposto, à reflexão no cartaz.

A frase parecida sobre a poesia é algo como "É possível medir o nível do desenvolvimento de uma sociedade pelos seus poetas". Como sou de acordo a poesia, não tenho como discordar de Kunce nos cartazes. É pura poesia. Aliás, a maneira irreverente de Kunce está mais de acordo com seus cartazes que com uma palestra, apesar das piadas.

Para quem ficou curioso e quer ter uma primeira impressão antes de conferir ao vivo no MON, no site www.piotrkunce.eurotone.eu/ é possível ver o trabalho do artista/design, inclusive muitas das obras em exposição.

Saiba mais sobre a exposição aqui.

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