Curitiba & Poesia

Curitiba & Poesia

Enquanto estamos enrolados demais acertando alguns detalhes no site (como o logotipo, que particularmente não me agrada), deixamos por fazer nossa apresentação, que faço já! Meu nome é Marcelo e junto com o Diogo pretendemos agregar a vida cultural de Curitiba nesse site. Outros nomes não menos importantes estão colaborando conosco e pretendo dar o devido crédito em outra oportunidade.

Esta coluna, que no momento me serve de vitrine, será para expor nossas andanças e opiniões sobre. Eventos que marcamos presença e nossas impressões.

Ontem fui na Bilbioteca Pública para ver a abertura da exposição Design ePoesia de Idelfonso Mello Junior e um sarau idealizado pelo mesmo e Rafael Walter. Aquela coisa, ninguém tem muito interesse por poesia: naquele momento algo como 20 pessoas, incluindo platéia e poetas. Na maioria das vozes aquela sofreguidão repetitiva de soluções poéticas e o pensamento “já ouvi isso antes”. Como já tomei um espaço para me apresentar, então não vou enfastiar ninguém com descrições extensas. Destaco três pessoas:

1- Aquele senhor japonês franzino que subiu ao palco se desculpando pelo seu pobre português e recitou hai cais em japonês para depois explicá-los, assim como a arte do hai cai, que foi uma aula de poesia. Por falta de atenção não sei dizer seu nome. Se retirou da sala sem que notasse;
2- O Walter, não tanto pelas suas poesias, mas pelo seu repertório: Leminski, Withman, Joyce. Aliás, a produção do garoto é boa, mas falta ainda. Reproduzo abaixo um dos poemas de Paulo Leminski, por achar oportuno o momento;*
3- Por fim, Claudio Bettega, que na sua primeira investida no palco, na sua última poesia, surpreendeu com sua reverberação de EUs e EGOs. Pena não ter um gravador no momento e não achar o recitado incluso nas poesias publicadas no seu blog. Fica a promessa de um posterior contato com o autor para publicação nesse espaço desta.**

Manifesto 2

A literatura de um país pobre
não pode ser pobre de idéias.
Pobre da arte de um país
pobre de idéias.
Pobre da ciência de um país
pobre de idéias.
Num país pobre,
não se pode desprezar
nenhum repertório.
Muito menos
os repertórios mais sofisticados.
Os mais complexos.
Os mais difíceis de aceitar à primeira vista.
Lembrem-se de Santos Dumont.
Sempre haverá quem diga
que num país pobre
não se pode ter energia nuclear
antes de resolver o problema
da merenda escolar.
Errado.
Num país pobre,
movido a carro de boi,
é preciso pôr o carro na frente dos bois.

Ensaios e anseios crípticos. Curitiba: Pólo Editorial, 1997. LEMINSKI, Paulo.

* http://simultaneidades.blogspot.com/2009/05/um-grande-jovem-poeta-rafael...
http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=48249

** http://claudiobettegaemcena.blogspot.com/

Não sabe onde ir hoje?

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Curitiba , PR

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RENDA-SE CURITIBA! O 92Graus está de volta e fervendo na pista.   Chegamos aos 20 anos de atividades, com aquela energia que todo jovem tem para seguir em frente, com bastante alegria e entusiasmo, divulgando e...
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