Curitiba: o clímax da cena

Curitiba: o clímax da cena

As cortinas fecharam. O Festival de Curitiba acabou e todos os teatros da cidade ficarão orfãos de público? Não, isso não pode ser verdade! Nós do Curitiba Cultura vimos algumas peças nesse período de 13 dias. Uma quantidade exorbitante para tão pouco tempo: fram 21 peças de 6 estados. Acabado o Festival e a vontade que ficou foi de rever algumas peças de Curitiba e não perder as próximas estréias dos diretores locais.

Nos outros estados ecoa que o teatro de Curitiba promete e cumpre. Que do Fringe vieram as melhores peças e não da Mostra Princiapal, como esperado. Assino em baixo. Se o Festival foi uma mostra do teatro nacional, o melhor do teatro contemporâneo brasileiro está em Curitiba. Se ficar sem público, ou nós somos tão ignorantes ao ponto de não reconhecer o talento local ou o Brasil precisa reeducar as pessoas para pensar o teatro. Então terei de concordar com a opinião do diretor Edson Bueno, de que falta uma educação para que as pessoas tenham prontidão com o teatro.

Das que vimos destaco duas, que são daqui, claro: Oxigênio, da Cia Brasileira de Teatro, e Hieronymos nas masmorras, com texto de Luiz Felipe Leprevost e direção de Roberto Alvim. Não sou crítico de teatro, mas posso dizer que estão entre as melhores que já vi. Oxigênio vi na temporada passada e infelizmente não consegui rever, pois os ingressos esgotaram. Hieronymos nas masmorras por uma confusão de calendário vi a última apresentação, o que infelizmente me impediu de assitir outra vez. As duas com texto e direção que te tiram da poltrona para fazer mergulhar em um outro tempo. Potências no palco.

E qual é o balanço de tudo? Positivo, sem dúvida. Na comparação medimos a força da produção local. Mais que isso, nosso teatro parece mais corajoso e sem medo de arriscar. Colhemos os frutos dessa escolha. Sabemos que tem o problema do Fringe não ter curadoria, que incomoda muita gente. Mas se tivesse, provavelmente muitos espetáculos da capital ficariam de fora e então a reclamação seria essa. Também que toda curadoria pressupõe critérios que nem sempre são justificados. Os grupos e cias de teatro se organizaram em mostras e os críticos deram os pitacos. Outra forma de seleção é o boca-a-boca. Tirando algumas injustiças aqui e ali, as coisas acontecem naturalmente: quem não traz um espetáculo com algum peso para a capital, corre risco de ter casa vazia todos os dias. Penso nisso como um incentivo para melhorar da próxima, pois aqui ninguém está para brincadeira.

Não sabe onde ir hoje?

Rua Trajano Reis, 443 Centro Histórico
Curitiba , PR

Restaurante Alberto Massuda

Alberto Massuda Nascido no Cairo, Egito, em 1925, Alberto Massuda veio com 33 anos para o Brasil e fixou residência em Curitiba. Em 1958 naturalizou-se brasileiro. Antes de sua chegada, cursou Belas Artes no Egito e...
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