Música, diversão e um pouco de energia

Música, diversão e um pouco de energia

O Festival Lupaluna teve seus bons momentos, é verdade. Do que assisti o melhor deles foi o show do Otto, que além de contar com a participação de B-Negão, apresentava o guitarrista Catatau (Cidadão Instigado) e o tecladista Bactéria (Mundo Livre S.A.). A sintonia sonora desenvolvida pelos músicos na apresentação contagiou o público, comunicação fundamental para o aspecto orgânico do show - no sentido do efêmero, do momento único.

Não é a primeira vez que vou ao Lupaluna. Também não é a primeira vez que noto essa sinergia acontecer com mais facilidade no palco alternativo, ou melhor, no Palco EcoMusic. É nesse palco que as boas surpresas acontecem - como a curitibana Gentileza -, diferente dos shows stardardizados do Luna Stage (palco principal). Acredito que as dimensões inferiores e a “concorrência” causada pelas atrações simultâneas contribuam para esse ambiente, que também conta com o público fiel de suas atrações.

O Luna Stage nunca me convence de sua grandiosidade. Não pela qualidade do som (técnica) ou por sua dimensão... Mas raramente os shows que acontecem nesse palco me arrebatam. Os consagrados nomes que lá tocam apresentam shows muito formatados, talvez na intenção de satisfazer a expectativa da organização e do público, que por sua vez prefere massivamente esse espaço. Isso sem falar da programação repetida ou similar (anos anteriores), tanto desinteressante para quem já viu a fórmula antes: sucesso na barbada.

Saindo da música e observando os aspectos gerais, nada de novo também. Os preços praticados lá dentro doem nos bolsos mais magrinhos, assim como a chuva novamente pegou os desavisados. Quem assistiu de camarote teve seus privilégios, entre eles um palco exclusivo – que teve boas apresentações, entre elas a do grupo Big Wilson Soul Band – além da cobertura na hora da chuva para assistir os shows de Vanessa da Mata e Sublime.

E era no Sublime with Rome que residia minha esperança de ver uma grande apresentação no Luna Stage... mas a luz foi apagando-se durante a semana, quando a notícia da ausência do baterista original foi divulgada. No dia do show um tweet do Marcelo D2 informava o público que a banda californiana exigiu tocar antes, antecipando o horário. Tudo isso foi ruim - era para ser a cereja do bolo – mas não implicou num fiasco da banda, que fez um bom show.

Regular é uma palavra recorrente em minhas impressões sobre as três edições do Lupaluna. Nessa edição, apesar da propagada aposta em revelações, achei que a nostalgia imperou sobre as gratas surpresas, deixando um pouco desse ranço em minha opinião.

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Curitiba , PR

Restaurante Alberto Massuda

Alberto Massuda Nascido no Cairo, Egito, em 1925, Alberto Massuda veio com 33 anos para o Brasil e fixou residência em Curitiba. Em 1958 naturalizou-se brasileiro. Antes de sua chegada, cursou Belas Artes no Egito e...
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