Feras de tocaia na terça

Ir ao Teatro HSBC nas noites de terça-feira tem sido uma grata tarefa. Ruim é quando não posso comparecer, como aconteceu nos shows de Arismar Do Espírito Santo e Marcel Powell. Isso porque as apresentações do festival Brasil Musical têm sido muito boas, quando não excelentes.

Até o momento as preferidas foram as de Robertinho Silva e Alessandro “Bebê” Kramer. Robertinho por sua naturalidade que se traduz num suingue muito típico da música brasileira, também pela comunicação musical alcançada na apresentação – ah! O show contou com a presença do trombonista Sergio Coelho, muito elogiado pelo próprio Robertinho. A de Alessandro Kramer também pela sintonia, mas muito pela emoção transmitida em sua performance solo.

Nem sempre o Na Tocaia - Endrigo Bettega (bateria), Mário Conde (guitarra), Jeff Sabbag (piano/teclado) e Glauco Sölter (baixo) - acompanha em sua integridade os convidados, o que parece ter sido uma boa solução. Para quem está acompanhando o festival inteiro é interessante ouvir como se comportam os músicos do grupo tocando com outros instrumentistas, como isso modifica a sonoridade, a exemplo do show onde o convidado foi o guitarrista Victor Biglione.

Como o convidado dessa semana foi o baixista Arthur Maia, Glauco Sölter pegou uma folguinha, só participando em algumas músicas. Arthur começou o show com Hey Jude dos Beatles, que serviu de introdução para , música de sua autoria gravada com o grupo instrumental Cama de Gato. Além de tocar Arthur também contou histórias, entre elas uma anedota onde sua mãe dizia que gostava do som do filho, apesar do som ser de maluco. E o som de maluco, segundo o próprio Maia, é o preferido dos músicos instrumentais, que buscam solucionar melodias e harmonias com todo o conhecimento, sensibilidade e técnica conquistadas durante a carreira.

E as maluquices são mesmo o prato principal dessas noites de solos encarnados, prejudicados apenas por questões técnicas do som. Todos os shows que presenciei apresentaram problemas com microfonia, retorno ou volume, atrapalhando a perfeita audição das músicas. Outro problema está na bilheteria, onde é cobrada uma taxa administrativa de R$4... Esse valor, ao meu ver, não pode ser pago pelo público, principalmente quando o evento tem o patrocínio do banco HSBC e a aquisição do ingresso é feita no local. Ainda a este problema soma-se o agravante de que o valor da taxa não é comunicado na divulgação feita pela imprensa, revelando-se a inconveniente surpresa apenas na bilheteria do teatro.

Mas R$4 não devem ser impedimento para assistir aos shows do Brasil Musical. Além das apresentações de músicos brasileiros renomados, as atrações de cada noite batem um papo com a platéia antes do show, o que é muito interessante. Os próximos convidados serão Toninho Horta (04/10), Gabriel Grossi (11/10) e Caíto Marcordes (18/10), que fecha a série. Caso o desejo seja participar dessa conversa a dica é chegar cedo, visto que o público tem crescido a cada apresentação e que o bate-papo acontece uma hora antes do show, que começa sempre às 20h.

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O Teatro Lala Schneider  é conhecido por seus espetáculos sempre lotados e também pelo curso de artes cênicas, que já revelou grandes nomes da cena nacional. O local é de iniciativa privada e foi fundado em 1994 pelo...
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