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Dessas coisas que passam batidas

As coisas foram estranhas este ano, ao menos no que toca à cultura em Curitiba. No começo do ano, aquele arrastão da Tropa de Choque da Polícia Militar, no Largo da Ordem, com bombas de efeito moral, bala de borracha, spray de pimenta e cacetete. Ninguém assumiu a bronca e ficou por isso mesmo.

O amor e a culpa

Pé ante pé uma onça-pintada fareja à beira do igarapé. Cabeça levantada ela vê o piscar dos cilhos da mata, enxerga no gargalo do rio o ponto do ataque. O predador avança felinamente, movimentos frios e calculados pelo instinto.

O buraco é a menor distância entre um parágrafo e outro

As portas do ônibus Inter II se abrem e eu procuro olhar para o outro lado do terminal, para ver se meu ônibus já está lá. Ele está e eu preciso correr. Desvio de um, costuro outro (até parece futebol) e desço as escadas pisando de lado para não me espatifar no chão.

Cérberus

O cão de Hades foi expulso dos seus portões.
Se encontra agora na sarjeta, à procura de restos de alimento dos quais possa acalmar seu apetite. Conhece agora a chuva que irrita os pedestres.
O cão de Hades está a ladrar.

O devir além do dever

Domingo foi o último dia em que os candidatos abraçaram seus eleitores, estenderam as mãos nas ruas, ouviram sobre as mazelas e aflições de cada cidadão. Para nós, eleitores, passado é o constrangimento dos dircursos demagógicos, dos jingles e das construções midiáticas.

Mais do mesmo como forma de libertação

A vida cotidiana e cultural de uma cidade é por demais intrigante. As pessoas e os eventos culturais se confundem entre o que ver e quem ver.

Há algum tempo venho me questionando sobre alguns comentários de amigos e conhecidos. Comentários do tipo:

Onde está o queijo?

O dia decisivo se aproxima para a escolha do novo prefeito de Curitiba. Após mais de vinte anos de prefeitos da situação, a cidade mostrou sua insatisfação e votou em Ratinho Júnior e Gustavo Fruet para o segundo turno.

Em Curitiba o clima é um clichê

No último mês e meio conheci duas pessoas que vieram morar em Curitiba este ano, uma vinda de Florianópolis e a outra de Cuibá, e fiz uma pergunta que algumas vezes me ocorre, quando encontro pessoas que chegaram a pouco nesta cidade pretensamente fria, “O que achou do frio?”.

O vazio como exercício do todo

Minha tarefa: Fazer um texto para a nova coluna do Curitiba Cultura. Uma tarefa aparentemente simples, mas complicada do ponto de vista de quem pensa em muitas coisas e não consegue direcionar o pensamento para um único rumo, ou melhor, um único texto.

O corpo do corpo

O primeiro contato que tive com o trabalho da artista Fran Ferreira, no dia da abertura da exposição Orgânico, foi de longe. Era abertura da exposição e só na segunda vez que passei pela instalação, percebi que poderia pisar nas pedras, presas por um tecido, formando um tapete.

A Falsa Suicida, por Cilene Tanaka

Uma mulher se joga duma janela e cai sobre um homem que fica aleijado pelo resto de sua vida. Ele agora tem de usar um gênero de armadura encaixada em sua coluna. Ela troca e troca e troca de roupa sempre voltando a ficar nua. E isto é uma metáfora. Ele a quer. Quer tudo dela.

Estados físicos do amor

Em meio ao público, que aguarda a abertura das portas do teatro, um casal molhado pela chuva atravessa. É nesta travessia que começa Longe: Sobre o amor, sobre distâncias, peça em cartaz no Teatro Novelas Curitibanas que marca os 10 anos do Grupo Obragem.

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